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ocê sabe exatamente qual é a sensação de não aguentar mais a própria rotina.
Era uma terça-feira, 14:30 da tarde. Eu estava trancada na terceira cabine do banheiro feminino da agência onde eu trabalhava. Eu chorava em silêncio para ninguém escutar. Minha conta bancária marcava exatamente R$ 15,40. Faltavam 12 dias para o meu pagamento.
Eu lembro de olhar para o espelho, com a maquiagem borrada, e pensar: "É para isso que eu estudei tanto? Para viver contando moedas e sendo humilhada por chefe?"
A realidade de 90% das brasileiras presas no CLT.
Aquele choro no banheiro foi o meu limite. Chegando em casa, decidi que iria ganhar dinheiro na internet a qualquer custo.
Abri o Instagram, olhei para as meninas da minha idade faturando alto com publicidade e pensei: "Vou virar influenciadora."
Foi o maior erro que eu já cometi.
"Eu postava minha rotina, gravava dancinhas e implorava por likes. O resultado? Minhas amigas zombando de mim no grupo do WhatsApp e minhas visualizações paradas em 34 pessoas."
Eu passei três meses gravando stories com vergonha. Recebi exatamente ZERO reais. O máximo que consegui foi uma proposta de permuta: uma lojinha de bairro queria me dar um creme de cabelo de R$ 20 em troca de 4 vídeos no meu feed.
A internet parecia ser um jogo exclusivo apenas para quem já era famosa ou tinha dinheiro para ostentar.
Um dia, eu recebi um e-mail em inglês de uma marca de cosméticos americana que eu seguia.
Eles não pediram para eu postar nada. A mensagem dizia:
"Olá Gabriele, gostamos do seu perfil autêntico. Quanto você cobra para gravar um vídeo de 15 segundos lavando o rosto com o nosso produto? O vídeo é apenas para nós usarmos em nossos próprios anúncios. Você não precisa postar no seu perfil."
Eu fiquei paralisada.
Eles não se importavam com o meu número de seguidores (eu tinha 800). Eles não queriam a minha influência. Eles queriam apenas que eu gravasse o vídeo usando a câmera traseira do celular e mandasse para eles pelo Google Drive.
Eu não sabia quanto cobrar. Chutei um valor: US$ 100.
Eles responderam em 5 minutos dizendo "Fechado" e me enviaram o link do PayPal.
A realidade é que marcas preferem pessoas "comuns".
Naquele dia, eu descobri o segredo mais bem guardado do mercado digital americano: O UGC (User Generated Content), ou Conteúdo Gerado pelo Usuário.
O algoritmo mudou. As pessoas não suportam mais anúncios super produzidos com influenciadores engravatados.
As marcas descobriram que quando uma mulher comum, com um pijama amassado, grava um vídeo sincero no espelho do banheiro dizendo "Esse creme tirou minhas espinhas", as vendas explodem.
O problema das marcas? Elas não sabem como encontrar pessoas "normais" para gravar. Elas estão implorando por mulheres que saibam pegar o celular e gravar um vídeo simples.
Hoje, eu não sou influenciadora. Minhas contas são fechadas. Mas eu faturo alto gravando da sala de casa.
Eu decodifiquei um protocolo de 3 passos exatos para conseguir clientes todos os meses, mesmo que você nunca tenha gravado um vídeo antes.
Passo 1: O Script de Prospecção Copiar-e-Colar
Eu não fico esperando as marcas me acharem. Eu mando um e-mail com 4 linhas (o "Script Quebra-Gelo") que faz a marca desejar me contratar na hora.
Passo 2: O Portfólio Blindado
Você não manda o seu Instagram (isso te faz parecer amadora). Você manda um PDF simples mostrando que você consegue gravar em ambientes bem iluminados (luz da janela serve).
Passo 3: A Negociação de Pix ou Dólar
Eu nunca, jamais aceito permutas. Quando eles me oferecem um "mimo", eu uso o meu Script Anti-Permuta que transforma um presente de R$ 50 em um contrato de R$ 1.500.
Ao longo dos últimos meses, amigas começaram a me perguntar como eu estava ganhando tanto dinheiro sem sair de casa e sem postar nada nas redes.
Ao invés de explicar um por um, eu decidi gravar a tela do meu computador e criar o mapa completo. Eu o chamei de Desmistificando o UGC.
Eu não sei por quanto tempo vou manter esse valor de R$ 37. Honestamente, o template do meu portfólio sozinho vale 10x mais que isso.
A escolha é sua. Você pode fechar esta página e voltar para o seu chefe amanhã cedo...
Ou você pode tomar uma decisão inteligente agora e entrar para a profissão mais lucrativa e silenciosa de 2024.
Nos vemos do outro lado,
Gabriele Reina